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Falta de Engenheiros no Brasil

As notícias não são de agora: Brasil precisa de engenheiros, sendo que actualmente este país tem a maior carência de engenheiros dos últimos 30 anos.

Segundo o Jornal “Terra” todos os anos são formados no Brasil cerca de 40 mil engenheiro, tendo o país uma necessidade a curto prazo (próximos 5 anos) de 300 mil engenheiros. Esta procura tem a ver sobretudo com a aproximação do Mundial de Futebol e Jogos Olímpicos.

Esta falta de engenheiro deve-se em grande parte ao elevado número de alunos que desistem do curso antes da finalização deste. Segundo as estatísticas, as desistências nos cursos de engenharia estão entre os 40 e 50%.

Fonte:Jornal Terra

Engenheiros Civis -admissão à OE

No seguimento de outros artigos do site que falam sobre a competência e a empregabilidade e a sua relação com as médias e universidade frequentada, gostaria de deixar o meu comentário neste artigo específico sobre os exames de admissão à OE.

Na minha opinião, TODA A GENTE que termina um curso de engenharia deveria fazer exame de admissão à OE, independentemente da média ou escola. Não um exame como os que se fazem ao longo dos cursos, pois isso ia dar ao mesmo, mas sim reflectindo os casos bicudos que são o pão nosso de cada dia da vida real.

Acho que deviamos ter um sistema parecido ao do Reino Unido. Lá, quando alguém termina um curso de engenharia, tem de passar por um esquema de treino profissional aprovado pelas Ordens (Institution of Civil Engineers ou Institution of Structural Engineers por exemplo). Se o conseguir fazer numa empresa que já tenha esses planos de formação aprovados porreiro, senão tem de fazer o seu próprio plano de cursos de formação (onde além de conteúdos técnicos tem também de estar incluído: liderança, gestão de equipas, condução de reuniões, etc etc). Isto demora mais ou menos 3 ou 4 anos (que eles consideram um mínimo). Depois, a pessoa apresenta-se como candidato à admissão a membro profissional (“chartered member”). As Ordens analisam o seu percurso académico, o seu percurso profisional inicial (incluindo o tal esquema de formação aprovado) e decidem se pode fazer o exame à Ordem. No caso da Institution of Structural Engineers, o exame ocorre uma vez por ano em vários locais espalhados pelo mundo, dura 7 horas e tem uma taxa de reprovação de cerca de 60%. Depois ainda há uma prova sob a forma de entrevista, a realizar noutra data.

Um outro exemplo é a California, onde para se ser um “Professional Structural Engineer”, habilitado a assinar projectos de estruturas é preciso (por esta ordem):

– passar no exame nacional de graduado em engenharia civil (8 horas);

– ganhar no mínimo 4 anos de experiência profissional relevante;

– passar no exame nacional de profissional em engenharia civil vertente estruturas (8 horas);

– passar no exame estadual de engenharia de estruturas (8 horas). Embora seja possível trabalhar nesta área no Reino Unido sem estar inscrito nas Ordens (nos EUA, pelo menos o primeiro exame é obrigatório), em nenhum destes países se vai muito longe sem conseguir chegar a membro profissional.

Os títulos de MICE e MIStructE (Reino Unido) e o de Professional Structural Engineer (California) são do que mais prestigiante pode haver, e muito procurados por firmas de engenharia que actuam no mercado global. Por outro lado, em Portugal, temos pessoas sem formação específica em estruturas, muitas vezes acabadinhos de sair do “forno”, a meter porcos no Cype para ver se saem chouriços. E quem diz estruturas diz outras áreas. Também já trabalhei com um doutorado português com médias elevadíssimas que nunca conseguiu passar no exame no Reino Unido, e isso é bem patente no seu trabalho (não dá uma para a caixa…). No entanto, em Portugal, ele é o maior Se realmente se quiser fazer a separação entre aqueles que sabem dar resposta aos problemas REAIS, e os que só sabem resolver exercícios académicos, é para este caminho que temos de apontar. E olhem que não me estou a queixar, pois terminei o curso de Eng. Civil (Estruturas) no IST com média de 14, sou membro efectivo da OE e estive sempre empregado desde que me graduei. Isto é apenas uma crítica construtiva para ajudar a credibilizar a nossa engenharia neste mundo globalizado.

Por fim, deixo abaixo um link com exames antigos para membro “chartered” do IStructE para vocês brincarem um bocadinho http://www.istructe.org/membership/examination/past-papers

Escrito por: Eng. Renato

 

TEKTÓNICA 2012 – Bilhetes Grátis

Mais uma vez, este blogue tem para vos oferecer bilhetes grátis para a TEKTÓNICA. Desta feita o nosso “patrocinador” é a Schlüter-Systems, que estará presente na feira.

Assim, deverão enviar e-mail para info@schluter.pt com as seguintes informações:

– Nº Bilhetes Solicitados:
– Nome Empresa / Particular:
– Nome Contacto:
– Morada:
– Cód. Postal/Localidade:
– Tlf./Tlm:
– Email:

TEKTÓNICA 2012

Realiza-se de 8 a 12 de Maio a edição de 2012 da maior Feira Internacional de Construção e Obras Públicas: a Tektónica.

Esta feira ocorrerá na FIL (Feira Internacional de Lisboa)

Esta será a 14ª edição das feira e ocupará os 4 pavilhões da FIL.

DESTAQUES:

– Portugal Constrói;
– Conferência Eficiência Energética;
– Dia da Arquitectura;
– Dia da Engenharia;
– Academia TEKTÓNICA 2012;
– Espaços Reabilitação / Espaços;
– Eficiência Energética / Espaço Inovação;
– Prémios TEKTÓNICA 2012.

O Bilhete tem o custo de 10€. No entanto, o blogue Engenharia Portugal Como tem sido habitual irá oferecer bilhetes grátis.

Bilhar em África

Reportagem SBT: Brasil Procura Engenheiros

A reportagem pode ser vista aqui.

Construtoras querem despedir trabalhadores

Para responder às crescentes dificuldades financeiras, construtoras pedem ao Governo excepção à lei dos despedimentos.

A FEPICOP, estrutura de cúpula que representa as diversas associações de empresas construtoras em Portugal, solicitou ao Governo a declaração de “sector em reestruturação” para responder ao estado de emergência que diz estar a viver-se na indústria da construção em Portugal.

Ricardo Pedrosa Pomes, presidente da FEPICOP e também da AECOPS, que reúne as maiores construtoras nacionais, enviou uma carta ao primeiro-ministro Pedro Passos Coelho em que defende que seja estendida a todo o sector uma autorização que foi recentemente concedida à construtora Soares da Costa.

O objectivo é que o crescente número das construtoras em dificuldades financeiras possam ultrapassar as quotas legais para acesso ao subsídio de desemprego. No caso da Soares da Costa, essa autorização foi deferida pelo Governo.

Nos últimos meses, só no grupo das maiores construtoras foram conhecidos problemas financeiros que levaram à declaração de insolvência, a processos de despedimento colectivo, rescisões voluntárias ou a atrasos no pagamento nas empresas Opway, Soares da Costa, A. Mesquita, Grupo Lena, MonteAdriano, Novopca, Edifer e FDO, entre outras.

In Jornal Económico

Transportes no seu melhor

Mittelland Canal

A imagem mostra-nos mais uma notável obra do continente europeu: o Mittelland Canal (Mittellandkanal ou Canal Weser-Elba), uma via fluvial com mais de 300km de extensão, sendo assim o maior canal da Alemanha.

Salário Vergonhoso

Andou a maioria de nós a estudar 5 anos (ou 3) para receber isto??